Para quem não sabe, Toledano (diretor da Maison Christian Dior) é judeu. E também destacou que "A própria amada irmã de Christian Dior foi deportada para Buchenwald", o campo de concentração nazista. Por isso a Dior, que é a unidade mais valiosa de luxo do mundo, demitiu seu estilista chefe. Toledano abriu o último desfile da Dior, com a assinatura de Galliano, da seguinte maneira: "O que aconteceu foi uma provação terrível e dolorosa para todos nós".
Após o maravilhoso desfile, cerca de 50 funcionários do ateliê Dior, subiram ao palco usando jalecos, para receber os calorosos aplausos da plateia, marcando ainda mais o choque da ausência de John Galliano, famoso pelas poses e pelo visual escêntrico que exibia ao fim dos desfiles.
Além de estar abandonado à própria sorte, já que a grife John Galliano pertence 92% à Dior e provavelmente não conseguirá sobreviver sem o apoio financeiro da Dior, John Galliano enfrentará entre os meses de abril e junho, indicado pelo ministério público francês, um julgamento por ofensas morais. O estilista pediu desculpas: "Antissemitismo e racismo não têm lugar na nossa sociedade. Peço desculpas pelo meu comportamento se causei alguma ofensa", em comunicado à imprensa. Galliano arrisca-se a uma pena de seis meses de prisão e ao pagamento à uma multa de 22.500 euros.
Galliano deixou Paris na quarta-feira (3 de março) e, dizem os amigos, que ele irá para uma clínica de reabilitação para tratar a dependência do álcool.

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